quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Rifa-se um coração


Clarice Lispector

Rifa-se um coração quase novo.

Um coração idealista.

Um coração como poucos.

Um coração à moda antiga.

Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu... "não quero dinheiro,
eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".

Um idealista...

Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.

Que não endurece,
e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.

Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.

Esse coração que erra, briga, se expõe.

Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.

Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido.

Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.

Um órgão mais fiel ao seu usuário.

Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.

Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.

Um verdadeiro caçador de aventuras que,
ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.

Um simples coração humano.

Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.

Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos e, a ter a petulância
de se aventurar como poeta.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

"De que vale o paraíso sem amor?"


Tenho uma relação meio conflituosa com o Roberto Carlos. A fase jovem guarda eu adoro, pois meu pai cantava pra mim, e é uma lembrança ótima.

Pra completar, alguém cantou pra mim num violão meio tosco: "se você pretende, saber quem eu sou..." Eu estava apaixonada, e como disse noutro post, eu guardo bem guardadas as boas lembranças!

Mas voltando ao Roberto, tem música que eu amo, tem outras que eu acho o fim...

O Especial dele foi quase o mesmo de sempre, mais foi justamente isso que foi legal:

Assistir ao Roberto, ontem, me deu uma sensação tão boa de coração aquecido, de continuidade...

Estávamos todos ali, eu e meus irmãos, pai, mãe, a sobrinhada... Erámos os mesmos, mas ao mesmo tempo, tão diferentes. Assim como o Roberto, que é o mesmo, mas também se renova a cada ano...

Aquele velho repertório me trouxe tantas lembranças boas de outros finais de ano, das vezes que assisti o Roberto ao lado de Lala (de quem falei em outro post) que era absolutamente fã dele. Esse é o primeiro natal sem ela, e por conta disso meus natais ficarão um pouco mais tristes daqui pra frente.

Também, de eu e meus irmãos pequenos ainda, em outros natais. E agora com a familia aumentada...

Somos os mesmos, só que agora renovados em outras carinhas, e essas carinhas agora também estão crescendo e se tornando pessoas iluminadas. E é tão bom ver isso!


Quando o Roberto cantou Além do Horizonte, a frase que dá título ao post trouxe uma enxurrada de pensamentos e emoções boas!

Estar ali, do lado dos meus, relembrando a vida, fazendo planos, rindo do passado e rindo para o futuro, foi um momento de puro amor!

Meu natal foi bem comum. Mas repleto de muito amor!

E o Roberto cantando essa frase me fez ter certeza de que a vida não vale a pena sem ele!

Que 2009 venha com muito amor para todos nós!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Agradecer





"Agradecer significa:
Tomar o que me é dado,
Segurá-lo com respeito com as mãos,
Acolhê-lo em meu coração,
Até que percebo internamente:
agora é parte de mim.

Agradecer é também:

Aplicar o que me foi dado
E se tornou uma parte de mim
Numa ação que permita aos outros
alcançar também o que me enriqueceu.

Só então o que me foi dado
alcança sua plenitude".

Bert Hellinger

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Corre Adri, corre!





Ando me sentindo o papa-léguas, aquele personagem do desenho animado. Quando era pequena, pra desespero dos meus pais, eu só andava correndo, as marcas estão até hoje nos meu joelhos...

Agora que acabou a faculdade e o estágio, pensei que ficaria mais livre, ia desacelerar... Que nada!
Vou prestar outro concurso em janeiro. Os assuntos pedidos são suficientes pra um ser humano estudar em duas encarnações...
E eu vou ter de me virar com um mês apenas!

Minha vida pessoal, essa, está uma verdadeira confusão!
Estou me fazendo de doida, e botando o concurso na frente.
Fuga!!!!

Passei dois dias descansando. E quem disse que foram suficientes? Não foram!

O ideal seria um mês na praia, lendo, dormindo e escrevendo... Ai ai ai!!! Isso não me pertence!

Nas festas de fim de ano, estarei abraçada ao vade mecum da minha irmã-futura-advogada. Já apelidei o dito-cujo, "carinhosamente" de vá-de-retrum-satanás!!!!!, porque, passado o concurso, nunca mais olharei pra ele na minha vida!

Mas depois de 11 de janeiro, dia do concurso, eu vou...

Bem, não vou nem planejar nada, pois se aparecer algo que role grana, não vou ter escolha!
Sobreviver é preciso...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Amores e lembranças


Amores acabam, isso é fato. Outro fato, é que a vida não acaba e é preciso seguir em frente!
Mas ficam as lembranças. E mesmo que o amor termine, de alguma forma, valeu a pena. Algum bem ele trouxe...
É por isso, que aqui dentro tenho uma caixa de lembranças.
Nela, guardo bem guardados, todos os momentos belos dos amores que tive. De vez em quando eu os retiro para que levem um pouco de sol. Aproveito e os revivo. So um pouco, bem de leve...
Não quero que voltem...
Só não quero que eles caiam no completo esquecimento!
Pois, de alguma forma, eu sou um pouco de tudo aquilo que vivi. E foram aqueles momentos, que fizeram minha vida valer a pena!

Música do (meu) momento...


Jason Marz

A música é bem lugar comum...
Mas, não é por isso que deixa de ser linda!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Resumo da ópera

E hoje começou o ócio! Nome chique que eu adotei para o desemprego...
Ontem foi meu último dia de estágio, estou quase de férias da faculdade, falta apenas um trabalho pra enviar por e-mail.
E hoje, no primeiro dia do ócio. Me dei ao luxo de: Não fazer nada!
Até dormi no meio da tarde, em pleno dia de semana.
Esse estágio, por motivos particulares, foi o mais importante da minha vida, pois significou um recomeço. A retomada dos meus sonhos.
Em termos profissionais, foi um dos maiores aprendizados que eu pude ter tido.
Fiz questão de direcionar minha carreira pra área de saúde. Isso se deve em muito ao fato de eu ser bastante ansiosa. Na minha profissão os resultados demoram a aparecer, exceto na saúde, onde tudo é pra "ontem"! Dentro de um hospital as coisas precisam acontecer, a vida não espera.
Muita gente me pergunta como eu consigo. Sinceramente não sei. Mas eu tenho facilidade em trabalhar sob pressão.
Passei um ano na Oncologia Pediátrica. Teve horas em que o choro foi inevitável.
Mas o riso veio muitas vezes também!
Aprendi muito com aquelas carinhas, que mesmo sofrendo, sabem rir e brincar.
É bem clichê o que vou falar, mas você sai muito mais forte depois de conviver com elas. Aprende muito mais do que ensina as vezes...
Bom, não sou mais estagiária. Subi de posto: agora sou pesquisadora. Continuo participando de uma pesquisa que está começando.
Só que o salário, galera, esse diminuiu! A pesquisa não tem remuneração...

Nunca é tarde...

Nunca é tarde para realizar sonhos, esse poema de Mário Quintana traz nas entrelinhas uma reflexão sobre isso.
Pensem nisso!
O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo,
Contra uma parede nua...
Sentou-se... e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali à sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A Morte chegou na sua antiga locomotiva(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz:: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!

Para uma mulher de Paraty


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1° de dezembro


Em notícia publicada hoje no UOL, está em números o grande preconceito que ainda existe em torno das pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Pra mim que trabalho com AIDS, essa notícia não é nenhuma novidade. É muito comum me perguntarem se sou soropositiva. Pois o simples fato de trabalhar com prevenção, já deixa as pessoas em dúvida quanto a minha sorologia.

Um dos maiores problemas em relação a AIDS hoje é o preconceito. Pois, ele acaba por cegar as pessoas para o que é essencial, a prevenção.

AIDS é uma DST. Noventa por cento (dados estatísticos) da população sabe disso. A sigla já diz: Doença Sexualmente Transmissível.

Mas as pessoas costumam trata-la como algo extremamente contagioso.Radiação por exemplo!

Respirar o mesmo ar que uma pessoa que tenha HIV não vai levar ninguém a se infectar.
Mas, infelizmente a pesquisa mostra que no inconsciente das pessoas está justamente o contrário.

O pior, é que muitas dessas pessoas que responderam a essa pesquisa, também acham que não fazem parte dos chamados "grupos de risco".

Não sabem elas, que grupos de risco em relação a HIV é coisa do passado. Hoje em dia, qualquer um de nós, faz parte do grupo de risco. Basta não usar camisinha pra fazer parte dele!

Antigamente, AIDS era coisa de homossexuais, hoje em dia, eles se protegem, os índices entre eles cairam. Não são mais grupo de risco.

AIDS era coisa de profissional do sexo, hoje, a grande maioria dos profissionais do sexo faz questão de camisinha! Nesse ano, uma prostituta chegou a apanhar de um jogador de futebol, por ter se recusado a transar sem preservativo. O caso foi parar na imprensa e na delegacia!

Enquanto os chamados "Grupos de Risco" se previnem. Nós, preconceituosos de plantão, estamos aqui transando sem camisinha. Achando que HIV é algo de outra galáxia. E não é!

HIV está disseminado na população brasileira em todas as classes sociais, e em todas as faixas etárias.

E se a gente considerar que a grande maioria da população nunca fez um exame de HIV, os números podem ser assustadoramente mais altos do que mostram as estatísticas.

Portanto, o que nós temos de fazer, é parar de preconceito e usar camisinha!

Pois enquanto perdemos tempo com preconceito, estamos perdendo a noção do que é essencial, a prevenção!

Só pra constar, eu não tenho HIV. Mas isso é apenas um detalhe.

Ps.: Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Por isso, tomei a liberdade de fugir ao tema desse blog, espero que me desculpem!

sábado, 29 de novembro de 2008

Caminhos



Existem caminhos solitários. O caminho pra dentro de nós é um deles.
Em busca de mim mesma, estou tendo de abrir mão de alguém muito especial. Mas era necessário. Conciliar não é possível. Não seria justo nem comigo, nem com ele. Sei que fiz a coisa certa! Mas fazer a coisa certa também traz sofrimento.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tomara-que-caia

Na verdade, o nome desse post devia ser outro, tipo: trauma de irmã bonita ou de mãe que critica, mas estou em lua de mel com as duas. Então não dava.

A vida inteira não me achei bonita.Não que me achasse totalmente feia, apenas não me achava bonita. E carregava uma enorme coleção de grilos.Leia-se: peito grande, perna fina, rosto incomum...

E pra esconder todas as "imperfeições" meio que me escondia. Não usava mini- saia (só muito de vez em quando...) , nem nada muito justo. E tomara- que -caia? Esse então nem pensar!

Sempre fui bem básica pra me vestir. Jeans, camiseta e um all star sempre foram meu uniforme oficial. Quando me produzia um pouquinho era uma bata indiana, ou um vestidão ídem...

De vez em quando alguém dava um toque, dizendo que eu deveria mostrar o meu lado mulher. E eu cá com os meus botões pensava: " O lado mulher feia? Nem pensar!"


Anos e anos de terapia pra curar todo esse processo! E um tanto de desencanação...
De uns tempos pra cá, comecei a mudar, diminuindo o tamanho da saia, usando um decote aqui e ali... E por, fim: comprei não só um, mas dois tomara-que- caia!!


A lógica é a seguinte: Se eu não usasse agora o que tenho vontade, quanto tudo ainda está no lugar, quando é que iria usar? Lá pelos oitenta e poucos ia ficar um tanto inadequado, a não ser que eu virasse uma nova Dercy Gonçalves.

Estava com um deles quando tirei a foto que está ai do lado. E hoje, em plena segunda-feira, aqui estou eu, trabalhando toda feliz com o meu vestidinho tomara- que- caia!
E como dizia o slogan de campanha, do prefeito eleito daqui: A mudança continua...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Como dizia o poeta...



Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

Vinícius de Moraes

Ps.: E ele continua tendo total razão!!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Reta Final

Os posts diminuiram na proporção em que os trabalhos e provas aumentaram. Ando cheia de tarefas. E ainda há coisas pra fechar no estágio antes da minha saida daqui duas semanas. Passei por aqui só pra dar um olá.
Mas essa blogueira está feliz!
Além do arco-íris há um lugar bem bonito me esperando.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sabedoria de Internet


- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
Antes eram os papos de botequim que propagavam a chamada filosofia de botequim, aquela que não tinha pai nem mãe, mas que todo mundo achava que tinha muita verdade contida nela!
Agora uma nova modalidade de filosofia está em prática, a da internet.
O texto acima é de um e-mail que recebi agora. Não tem "pai" nem "mãe" o bichinho, mas é de uma profunda verdade.
Santa Internet!

domingo, 9 de novembro de 2008

Nunca mais!


"Mesmo triste eu tava feliz"

Essa frase é da música Ainda Lembro, composição do Nando Reis e da Marisa Monte. É uma música linda, e que eu gosto muito até.
Só que essa frase na minha vida está excluida, total e completamente!!!
Já tem uns dias que um dos meus contatos do msn anda estampando essa frase. Eu não perguntei nada porque não temos intimidade, mas tem jeito de ser uma tentativa de reconciliação, pois além da frase tem um texto até grandinho que dá essa idéia.
Eu, particularmente, não pediria uma volta a alguém dessa forma, e nem com essa frase, mas cada um é cada um...
Como amor perfeito é apenas nome de flor. Eu não espero (mais) um amor perfeito na vida.
Bom, a flor eu quero, e espero ter um canteiro delas em breve.
Todo amor tem seus momentos de tristeza. Mas se ele começa a virar uma tristeza contínua, tá na hora de parar e pensar, e quem sabe, partir pra outra!
Tristeza é felicidade na licença poética é uma coisa, mas na vida real, absolutamente não combinam. Embora muita gente se engane e viva essa dinâmica.
Eu não! Já vivi assim, mas agora não quero mais.
Amor (na minha vida) só com plenitude, e tenho dito!

Ps.: Ofereço para todos Amores- Perfeitos como os da foto acima.

sábado, 8 de novembro de 2008

Máscaras



Gosto muito do Menotti del Pichia. Sua obra não é muito difundida mas deveria ser.

O poema Máscaras é um dos mais belos que conheço.
É um diálogo entre o Pierrot e o Arlequim, ambos apaixonados pela Colombina. Só que cada um, a ama de uma forma diferente. E ambos a vêem de forma diferente, de acordo com o tipo de sentimento que têem. Só no final, é que ambos descobrem que estão apaixonados pela mesma mulher.
Um trechinho pra vocês:

PIERROT
Teu amor é lascívia!

ARLEQUIM
E o teu amor é sonho...

PIERROT
É tão doce sonhar!... A vida , nesta terra, vale apenas, talvez, pelo sonho
que encerra. Ver vaga e espiritual, das cismas nos refolhos, toda uma vida
arder na tristeza de uns olhos; não tocar a que se ama e deixar intangida
aquela que resume a nossa própria vida, eis o amor, Arlequim. , misticismo
tristonho, que transforma a mulher na incerteza de um sonho....

ARLEQUIM, escarninho:
Esse amor tão sutil que teus nervos reclama só se aplica aos Pierrots?

PIERROT
Não! A todos os que amam!
Aos que têm esse dom de encontrar a delícia na intenção da carícia e
nunca na carícia...Aos que sabem, como eu, ver que no céu reflete a
curva do crescente, um vulto de Pierrette...


Pra quem quiser ler na íntegra, está aí o link:
http://www.casamenotti.com/poesias_texto.htm

Viva a "santa" internet, pois hoje em dia tudo pode ser encontrado nela.

Ps. : Agradeço a inspiração desse post a Valéria Martins do blog A Pausa do Tempo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Amélia não morreu

Sinceramente, pensei que havia matado Amélia. Calma minha gente, que eu explico: Amélia, aquela da música, lembram?
O feminismo brasileiro usou a bichinha como exemplo a não ser seguido. E o Mário Lago (autor da música) foi amaldiçoado por elas até a última geração!
Cresci ouvindo que não deveria ser Amélia. Mas, confesso, tive os meus momentos na pele dela, ou ela na minha pele, sei lá...
Porém nos últimos anos, fui matando todo e qualquer resquício. Amélia nunca mais! - Virou meu lema! E tô fazendo de tudo pra virar uma mulher independente, moderna e tal e tal...
Hahahahaha! Me enganei.
Nos últimos dias, namorado,meio que de brincadeira, andou todo animado dizendo que estava só esperando eu arrumar um emprego, pra ele largar o dele e viver as minhas custas!
Ele seria um ótimo dono de casa. Bem melhor que eu, confesso. Cozinha maravilhosamente bem, lava, passa, e ainda leva o café na cama. Vou até parar de elogiar, senão vão acabar pedindo o e-mail e o telefone...
Mas eu sinceramente, não quero um marido dono de casa não! E foi ai que Amélia reapareceu.
Homem pra mim, tem de trabalhar, ter uma carreira pra que eu possa admirar. Senão, não rola!
Eu sei que isso é antiquado, mais cafona do que tudo... Mas eu penso assim, não queria, mas penso.
Pode até trabalhar em casa, hoje em dia, certas profissões já permitem isso. E também não me importaria de que ele ficasse só estudando por um tempo.
Eu defendo os direitos iguais. Mas com os dois trabalhando e as tarefas divididas. Essa história de homem em casa, só como dono de casa, não mesmo. Tem de ter uma carreira, e disso eu não abro mão!
Ps.: Nada contra os casais que vivem assim. Nem tão pouco contra as Amélias.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Direitos Cassados




Tem horas em que definitivamente não dá pra ficar calada! A indignação é mais forte.

O mundo as vezes é muito injusto. Enquanto tem muitas mulheres por aí loucas pra serem mães, tristes por não conseguirem engravidar, outras que engravidaram e pariram, simplesmente negligenciam suas crias!

Hoje tive tanta raiva no trabalho ao me deparar com um caso de negligência que quase baixo o barraco ali mesmo.
Respirei fundo vinte e cinco vezes, engoli a raiva, e guardei pra desabafar aqui.

Imaginem vocês uma criança de dois anos com um tipo de câncer nos olhos que já lhe tirou uma visão e que corre o risco de perder a outra. E que a mãe simplesmente deixa de levar as consultas e exames.

Hoje me aparece a avó paterna, com a criança pelas mãos me dizendo que estava tomando conta da situação. Mas que a mãe nem sequer havia se dado ao trabalho de dizer quais os exames e quais as consultas teriam de ser feitas, e ela estava tendo de descobrir tudo sozinha!

-E onde está a mãe?- perguntei.

- Em casa, gastando o dinheiro do benefício que a criança recebe!

Caramba! Tive tanta raiva que me deu vontade de ligar pra mãe e lhe dizer todos os desaforos possíveis e imaginaveis.

Mas a situação não se resolveria com desaforos.

Então fui pensar no relatório que vou enviar pro conselho tutelar.

Quando a gente assiste aos filmes americanos e vê os Assistentes Sociais indo nas casas tomar as criancinhas de seus pais, ficamos achando aquilo o fim do mundo! Até eu já tive essa sensação uma porrada de vezes, confesso.

Mas hoje, se fosse resolver da minha maneira, eu não só "cassava" os direitos daquela mãe, "filha da mãe", como ainda mandava ela pra cadeia por uns bons meses pra pensar na vida!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Noticias

Esse post é apenas pra dizer que estou curando o medo. Aquele que estou falando no post abaixo.

A receita é simples: Enfrentando ele bem de frente. Olho no olho!

Estou aqui as voltas com textos, textos e mais textos da facul!

E ainda vou fazer prova de concurso no domingo!

Na segunda teve uma sessão de terapia básica. E ontem duas horas de movimento bioenergético pra dar uma equilibrada. E com essa correria toda não deu tempo de postar.

Mas em breve eu volto.

As idéias estão por aqui, apenas aguardando uma oportunidade de pularem pra fora!

Aguardem...

domingo, 26 de outubro de 2008

Medo... Que dá medo do medo que dá

Agora que cheguei aqui. Depois dessa caminho sem fim que foi a minha vida na faculdade. Deu medo!
O dia começou tão legal. Botei um post bem bobinho por não estar pensando nada, porque o dia foi alegre e sem maiores acontecimentos.

Ai de repente, do nada, vem o pensamento: Faltam sete meses!
Caramba! Sete meses pra eu ser o que mais quis nessa vida.
Pois já quis ser musicista, e estudei anos... Mas não era isso que realmente queria, e um dia passou!

Mas essa foi a vocação que ficou. É onde eu me sinto feliz. Onde com doze horas de batente não vejo o tempo passar, e mesmo morta de cansada, ainda saio com um sorriso de orelha a orelha!

Mas pra ser o que sempre quis, preciso ser legitimada por um diploma. Um diploma que já esteve tão longe, que um dia quase se foi de vez...

O pior é que antes havia o medo de não ser ( e de não ter esse diploma), nunca!

E agora que ele está a apenas sete meses, poucas disciplinas e uma monografia começada...
Começa o medo de ser...

Ps.: Tirei essa foto hoje de manhã. Namorado e eu fomos fazer um piquenique no lago que fica ao lado de onde eu estudo. É um lugar bonito, mas na correria da semana nem tenho tempo pra uma segunda olhada. Na hora da foto, meus pensamentos estavam claros e alegres como o sol do domingo, ao contrário de agora.

Eu queria ser um Troller

Pessoas:
Embora vocês não estejam reconhecendo a primeira vista, essa sou eu!

Só que na versão carro!
Pra vocês não ficarem sem entender a piada interna, vou torna-la externa.
Uma certa figurinha, com quem tive uma história. Trocou de emprego, de salário e de cidade meses atrás.
Então, pra compensar a minha falta, disse que ia se dar de presente um carro zero!
Detalhe, nossa história já havia acabado ha teeeeempos...
Mesmo assim, ele resolveu me falar isso.
Sinceramente, eu não sei se foi um elogio. Também não perguntei.
Acabei lembrando disso outro dia. E agora, sem nada pra fazer, fiquei pensando: Se eu fosse um carro, qual o que eu gostaria de ser?
A resposta tá na foto acima.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Construindo pontes...

Quarta passada uma grande amiga resolveu reunir umas amigas em casa. Queria apresentar a casa nova e aproveitou que estava de férias pra juntar o mulherio em pleno meio de semana pra botar o papo em dia, com uma comidinha legal, feita com muito amor, já que ela está aprendendo a cozinhar agora.

E amor é o melhor tempero que existe, pois apesar da inexperiência, tudo ficou ótimo!

Eu não conhecia ninguém, além da dona da casa. Mas mesmo assim o papo rolou muito gostoso.

Foi ótimo!

No final minha amiga leu um texto que falava da diferença entre construir pontes e construir muros.

Que há pessoas que ao invés de construir pontes que as liguem as outras, constroem muros em torno de si mesmas!

Amei o pensamento e a metáfora! Conheço gente dos dois tipos.

E como são tristes as pessoas que constroem muros em torno de si mesmas!

Me identifico com aqueles que constroem pontes. Quero sempre continuar a construir pontes em minha vida...

E você, é um construtor de pontes ou de muros?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ensinar a Esquecer...

"Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer!"

A música é brega até o último acorde, mesmo cantada pelo Caetano. Mas essa parte da letra fala um bocado.

Tem gente que definitivamente não sabe ensinar a esquecer!

Não quer a relação, mas prende a pessoa. Seja com promessas, saudades, indecisões...

Falo de homens e mulheres.

Toda relação tem idas e vindas, não se acaba de uma hora pra outra, mas tem gente que convenhamos não sabe se desapegar, e acaba por deixar o outro sempre com um fio de esperança.

Coisa mais "lugar comum" é aquela pessoa indecisa ( e egoísta), que quer a pessoa, mas não o compromisso (não estou falando de papel) e define a vida como " apenas momentos".

Mas aí quando o outro se cansa de ter apenas "momentos" e vai, ela corre atras, dando a entender, nunca sendo objetivo, que quer algo mais, reacendendo a esperança.

Pior é que quando estamos apaixonados corremos o risco tanto de cair nessa armadilha, como de também deixar alguém cair nela!

A solução é só uma: Desapego.

Todo mundo tem direito de ser indeciso. Mas ninguém tem o direito de prender alguém na sua indecisão.

Pra não cair nessa armadilha é preciso ter atenção, já que ela é muito sutil.

Mas, e quando somos nós que estamos no papel de indecisos?

O mínimo que podemos fazer em respeito ao outro é ensinar esse alguém a nos esquecer.

Fácil não é, eu sei!

Mas praticando a gente aprende.

Ps.: Pessoas, a música não é, nem nunca foi do Caetano. O autor se chama Fernando Mendes, tem uma carreira longa e é relativamente conhecido por essas bandas do país.

domingo, 19 de outubro de 2008

Sobrinhagens

Sobrinha n° 01(tem também a n°2 e a n°3) resolveu por conta própria não chamar mais os namorados das tias de "tios".
Olhou pra mãe (minha irmã) e falou: "Agora só chamo de tio quando a coisa ficar mais firme".
O que ela quis dizer com "mais firme" eu não sei! Deduzo que seja depois do cartório e da igreja...
E olha que a pirralha só tem dez anos! Haja sensatez...


Já o irmãozinho dela de três anos, estava pendurado numa cadeira da maneira mais perigosa possível. Minha outra irmã corre, tira ele de lá, e pergunta: Se você cair daí o que a titia vai fazer da vida dela? E ele responde na maior simplicidade da vida: "Me levar pro médico, ué!"

Post muuuuuito lugar comum, confesso. Mas quem não tem filhos, baba os sobrinhos mesmo!

sábado, 18 de outubro de 2008

Meme

Esses memes são super "lugar comum", então, ai vai o meu:

Quatro trabalhos que tive em minha vida:

já falei de alguns. Vou repetir não...

Quatro lugares em que vivi:
Salvador
Natal
Mossoró-RN
Recife

Quatro programas de tv a que assistia quando criança:
Ai que faz tempo! Deixa ver se ainda lembro...
Balão Mágico. Alguém sabe onde anda a Simoni ?
Xuxa.
Sessão da Tarde. E todos os filmes da Lessie. huahuahua!!!!


Quatro programas de tv a que assisto:
Isso não me pertence mais...

Quatro filmes a que assisto sempre que passam:
Dogville
As Pontes de Madson
Tudo por Amor (esse já vi trocentas vezes, e choro em todas!)

Quatro lugares em que estive e voltaria:
Em todos os que já vivi.

Quatro formas diferentes que me chamam:
Drika
Calábria
Calabresa
Adri

Quatro comidas favoritas:
Feijoada
Sushi
Tapioca
Macaxeira (Aipin) com carne de sol

Quatro lugares em que desejaria estar agora:
Só tem um no momento: Nísia Floresta, uma cidadezinha super gracinha perto de natal, onde tudo é claro( a luz é linda) a vida é simples e o tempo passa sem que a gente sinta... Ando precisando descomplicar!

Quatro coisas que não sei, mas devia:
Falar inglês. Já que eu só leio...
Nadar.
Costurar, não prego nem botão que preste...
Dirigir. Em tempos de lei seca, namorado anda reclamando...

Quatro objetivos a curto prazo:
Arrumar um novo estágio. O meu acaba mês que vem. Péssima hora por sinal, já que no último semestre de curso o camarada fica num limbo, já que nem é profissional nem serve pra ser estagiário por ter experiência. E com a faculdade de dia, não dá pra arrumar emprego. Tempos de dureza a vista!
Terminar meu tcc. Começado desde o semestre passado!
Terminar um artigo. Esse é mais urgente. Tenho duas semanas de prazo.

Quatro amigos que me responderão:

Ctrl C + Ctrl V pra quem quiser!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Não tem preço!


Esse post é pra agradecer! É o mínimo que posso fazer, por ter oportunidade de fazer o que gosto.
Ensinar as pessoas a se prevenirem contra DSTs é algo que me dá uma satisfação enorme.
Quando comecei a trabalhar com o assunto, confesso que morria de vergonha!
Também era o contexto.Era mais nova, tímida e falava para um público da minha idade, universitários como eu.
Imagine o que é você estar numa sala com alguém que você não conhece falando de sexualidade? Dava um frio na barriga...
Mas deu certo. E como deu!
E eu amava fazer aquilo.
Aí fui embora da minha cidade. Parei a faculdade. A única maneira de manter contato com o que eu gostava de fazer era escrever sobre o tema.
Surgiu o Camisinha Sempre (aqui) . Lá vou eu de novo. Mais um frio na barriga! Era completamente avessa à internet, nem tinha idéia do que era um blog. Mas deu certo!
Então, quando alguém me manda um e-mail, ou me adiciona no msn pra tirar dúvidas. Ou posta um comentário no blog dizendo que conseguiu tirar alguma dúvida lendo os posts, eu fico muito feliz!
Fazer o que gosta, e ser reconhecido por isso, não tem preço!

sábado, 11 de outubro de 2008

"Pra pensar..."

"Um homem idoso foi a uma Clínica fazer um curativo na mão ferida.
Ele disse estar apressado pois estava atrasado pra um compromisso.
O jovem médico quis saber o motivo da pressa. Ele disse que ia num
Asilo de Velhos
tomar o café da manhã com sua mulher, que estava internada lá há bastante tempo.
Ela sofria de "Alzeimer" em estágio avançado.

Então o médico perguntou-lhe se ela não se assustaria por ele se atrasar.
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase 5 anos ela nem me reconhece.

O médico pergunta:
- Mas, se ela não te reconhece, porque querer estar com ela todas as manhãs?

O velho sorriu e disse:
- É verdade... Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É.

Enquanto o velho saía apressado, o jovem médico pensava:
Esta é a qualidade de Amor que eu gostaria para a minha vida."

Recebi essa mensagem hoje. Mais um daqueles e-mails que a galera escreve no assunto "Pra pensar"...

Acabei pensando mesmo. Mas por outro ângulo.

Todo mundo quer um amor assim. Até eu. Mas quantos estão prontos a oferecer um amor assim?

Anos atrás, quando estava me preparando pra casar, fiz um rápido curso de noivos na igreja.

Na época questionei quando o pastor me disse: " Uma pessoa não se casa pra ser feliz, mas pra fazer outra feliz". E complementou: "E vice-versa".

Na hora, não entendi. Passei anos sem entender na verdade. E só fui entender na hora da separação, por mais contraditório que isso seja!

Eu casei. Amava, e muito... Mas uma hora começou a não ser bom!

Não estava dando certo, mas eu não queria me separar.

Foi aí que um grande amigo me disse : "que existia uma grande diferença entre "amar o outro e se amar no outro"(!)

Que amor de verdade é quando a gente busca fazer alguém feliz. Mesmo que isso significasse deixa-la ir embora.

Naquela hora deu um insight. Na verdade, um dos mais dolorosos da minha vida.

Poucos dias depois, arrumei minha mala e fui embora.

Naquele momento, era a maior prova de amor que eu podia dar. Manter aquele casamento, estava sendo "me amar" nele.

Amar é doação, entrega. Exige seu tempo, sua energia.

Nesse mundo egoísta, na maioria das vezes procuramos ser felizes a todo custo, e isso também inclui exigir que alguém nos proporcione isso.

Mas, quanto, nós estamos dispostos a dar?

Querer um amor como o da história acima todos querem.

Repito: até eu.

Mas, quantos de nós estamos dispostos a amar assim?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eu, *Lampião e os concursos...

Enquanto a metade do planeta tupiniquim teve que exercitar a paciência no site de ingressos da Madona, essa modesta blogueira-projeto-de-Assistente Social teve que exercitar a dela em um site de inscrição de concursos. Aí meu saquinho!

Eu como boa brasileira fui deixando pra última hora. Teve mais de um mês pra fazer, e todo dia eu dizia: "tenho que fazer a inscrição" e nada! Freud explica!

Aí, pra encurtar a história, na segunda passei a tarde em reunião no estágio. Na terça tive que segurar o plantão sozinha porque as 19 (!) Assistentes Sociais do hospital estavam em reunião e eu como a estagiária mais experiente fui "escolhida" pra ficar na linha de frente! Detalhe, era meu aniversário!

Aí já viu. Hoje começa a batalha da inscrição. Site sobrecarregado e eu não consigo entrar. Minha paciência curta, e eu, bravamente lutando pra entrar no bendito.

Aí entra no msn *Lampião, um conhecido meu. Veterano combatente da guerra dos concursos...

Pelas minhas contas, deve estar nessa a uns cinco anos! E tem quase trinta nas costas...

Mas pra ele não serve qualquer concurso tem de ser de auditor pra lá... BB, CEF nem pensar!

Pra ganhar menos de 1000 contos, tá doido!

Ele acha que tem que se dedicar pra passar, o que significa não fazer mais nada da vida.

Conversamos um pouco. E ele: "Eu tenho que me dedicar integralmente, pois senão vou ficar ainda mais tempo nessa"....

Aí minha paciência! Mordi a língua, e segurei os dedinhos pra não dizer: Meu filho, você é buuuuuuurro! Se não passou até agora é por falta de competência.

A figura em questão, tem diploma universitário, e é talentoso na área na qual se formou. Mas ao invés de batalhar pra conseguir um lugar ao sol, resolveu desistir antes mesmo de tentar, pra correr atrás do "pote de ouro" de um salário de auditor ou seja lá o que for...

Não tenho nada contra quem batalha em concursos. O país é instável e blá, blá, blá... Mas daí a perder a vida nessa sem tentar mais nada... Além do mais, uma coisa é tentar pra algo que se deseja muito, por vocação, por tesão, não só pela grana pura e simplesmente!

Acho sinceramente, que dinheiro vem se a gente trabalha bem.

Eu por exemplo, escolhi uma profissão que não tem salários altos. Sei disso, escolhi isso, e estou conformada.

Já esta figura de quem estou falando, não. A área de formação dele paga muito bem, mas, pra quem batalha!

Acabou que eu consegui fazer a bendita inscrição! Estou aqui estressada, porém inscrita! A prova é em novembro.

Meu amigo vai continuar na batalha dele enquanto papi e mami aguentarem bancar!

Eu como não posso, por absoluta falta de pai que possa fazer o mesmo, tenho que trampar, estudar e concursar tudo ao mesmo tempo.

Ps.: O nome do cara não é esse, lógico!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

É hoje!!!!

Posso dizer que sou uma pessoa abençoada! Amo a vida que Deus tem me dado e tento fazer com que ela seja cada dia melhor.
Embora, como diz a letra da música abaixo, viver seja algo "sobre-humano"...
Não tem sido fácil, mas na medida do possível tenho conseguido vencer minhas pequenas batalhas!
Essa é a música tema da minha vida. Escuto quando estou alegre -Porque a alegria é algo sobre-humano também!
Escuto quando estou triste - Pelo mesmo motivo, tristeza é algo maior do que nós na maioria das vezes...
Então resolvi dividi-la com vocês. Só lamento que esse bloguinho ainda não tenha um play list...
Bjsss

Mais Simples

Composição: José Miguel Winisk

É sobre-humano amar
'cê sabe muito bem
É sobre-humano amar, sentir,
Doer, gozar
Ser feliz
Vê quem sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano e está em ti querer até
Muito mais
A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples?
Mas deixa tudo e me chama
Eu gosto de te ter
Como se já não fosse a coisa mais humana
Esquecer
É sobre-humano viver
E como não seria (?)
Sinto que fiz esta canção em parceria
Com você
A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples?

domingo, 28 de setembro de 2008

Lendas Adriáticas!

É lenda na minha família que eu fui uma menina precoce!
Falo lenda porque eu não lembro de nada disso que eles falam. Dizem por exemplo, que eu comecei a falar com apenas seis meses e que andei aos nove.
Meus pais juram que eu, não "apenas" andei, como seria normal a qualquer criança, mas, pasmem, estreei no mundo dos bípedes correndo, isso mesmo correndo!
Pra piorar minha fama, falam que eu aprendi a cantar por volta de um ano. Que embora eu não falasse todas as palavras, conseguia seguir a melodia sem desafinar uma nota! Bom, eu sou afinada até hoje. Pode ser que estejam falando a verdade.
Falam também que aos dois anos eu já conseguia pronunciar todas as palavras corretamente e tinha um raciocínio incomum pra minha idade.
Eu só posso afirmar com certeza que aprendi a ler aos três anos, porque, disso eu lembro.
O resto é o que contam...
Depois de lembrar disso tudo, fiquei com medo! Se for verdade tudo que falam, eu era (sou) um monstro, ou então um extraterrestre bem adaptado, isso sim!

33 coisas que aprendi em 33 anos (Parte I )

Pra inaugurar a idade nova que completo na terça começei a lembrar de coisas que aprendi nesses longos trinta e três anos, aí resolvi dividir com vocês:

1- Que o mundo era bem maior que o mundo que a minha mãe me botava pra ver à tarde! Explico: Depois do banho, ela colocava a mim e ao meu irmão sentados na porta de casa olhando a rua. E nos dizia: "Fiquem vendo o mundo aí". Um dia eu saí de carro e comecei a formar na cabeça que o mundo não se resumia "apenas" aquele pedaço de rua. Isso foi lá pelos dois anos e meio...

2- Que aqueles desenhos que eu via e não entendia, se chamavam letras e que um monte delas juntas e ordenadas, formavam palavras, e que elas sempre queriam dizer alguma coisa. Isso foi aos três quando aprendi a ler! Lição aprendida: A utilidade de ir pra escola.

3- Comecei a entender o que era falta de alguém por volta dos quatro anos. Um dia, meu avó que eu adorava, me chamou pra dizer que iria morar em outra cidade. Eu nunca havia me separado dos meus avós um dia sequer, já que morávamos todos juntos. A dor da falta começou naquela hora... Lição aprendida: Saudade!

4- Foi por essa época que o povo lá de casa aprendeu a responder todas as minhas perguntas "bem explicadinhas, nos mínimos detalhes". Acho que fui a criança que mais perguntou na vida, chegava uma hora que o povo ficava de saco cheio e não respondia mais. Aí eu ia tentar descobrir por outros meios! Passei um tempão perguntando por que só se comia as castanhas de caju depois de assadas. E nada de ninguém dar uma resposta convincente. Não tive dúvidas, peguei uma castanha crua, fui pra um canto e mordi até o óleo queimar a minha boca inteira! Doeu, mas obtive a resposta! Lição aprendida: Vá atrás das respostas, sempre!

5- Aos cinco descobri os palavrões. Criada numa família evangélica "nome feio" era coisa que não fazia parte do vocabulário. Um belo dia, fui passar férias na cidadezinha onde meu avó estava como pastor evangélico. Logo fiz um monte de amigos novos, e no meio de uma briga de crianças comecei a repetir todos os xingamentos que a meninada dizia! Coitado do meu avó! Ele apareceu no meio da briga e me levou correndo pra casa. E depois do episódio da castanha, ele teve de me explicar direitinho o significado daquelas palavras esquisitas! Lição aprendida: Não repita nada que você não souber o significado.
Obs.: Hoje em dia esses palavrões já aparecem na novela das oito!

6- Responsabilidade foi algo que aprendi logo cedo também. Por volta dos seis anos, minha mãe começou a trabalhar. Meus avós moravam longe agora. Então só restava me deixar tomando conta dos outros três, a mais nova com meses apenas...

7- Eu já ia pra escola sozinha, tomava conta dos meus irmãos, lia tudo que me caia nas mãos, mas só fui saber realmente como os bêbes eram feito e como eles nasciam, quando uma amiguinha do colégio me explicou da pior maneira possível e ainda riu da minha cara por eu ainda acreditar na cegonha! Olha, eu me senti lograda, enganada, roubada e por aí vai... Lição aprendida: As vezes, as pessoas mentem pra você com uma história bonita, mas que é bem melhor saber da verdade!

8- Quando descobri os livros, um novo mundo se abriu. Eu podia ir aonde eu quisesse, conhecer pessoas incríveis, lugares maravilhosos e tudo isso sem sair do lugar! Lição aprendida: Leitura é um passaporte que te leva a qualquer lugar!

9- As coisas melhoraram ainda mais com a ajuda do dicionário! Lição aprendida: Se tiver algo ou alguém que te explique, nada fica sem significado!

10- Logo cedo descobri que detestava matemática! Lição aprendida: A gente precisa até daquilo que não gosta!

continua....

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ai ai ai ai ai!!!!

Juro que vou processar quem inventou de colocar rádio em ônibus! A trilha sonora é escolhida pelo motorista e você quer queira quer não tem de escutar, mesmo que o seu gosto musical não combine com o dele. Aliás, coisa que raras vezes acontece!
Agora a pouco, lá vem eu cheia de sono pra ter aula as oito. O rádio do busão gritando nos meus ouvidos... E eis que de repente quem começa a cantar?
Só podia ser ela: A Vanessa da Mata com seu Aiaiaiai!!!!
Jesus me chicoteia!
Pra quê eu fui ressucitar esse defunto ontem a noite! Agora o fantasma voltou pra me assombrar, e em plena luz do dia!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

??????

A Paloma lá do Garotas de Segunda terminou um post falando de uma música da Vanessa da Mata que o refrão cola feito chiclete. Garanto que todo mundo lembra do "Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai" , mas pouca gente lembra dela toda.
Só que essa vai ficar gravada pra sempre no meu HD!
Pessoas, como se diz aqui no nordeste, Vanessa da Mata me deve uma conta!
Explico. Tem um trecho da letra que diz: "Se você quiser eu largo tudo e vou pro mundo com você, meu bem!"
Conheço uma pessoa, mas precisamente essa blogueira que vos escreve, que no auge do sucesso dessa música, lá pelos idos de 2004/05, conheceu um alguém, se apaixonou, e em quatro meses largou tudo e foi pro mundo, exatamente como diz a letra!
Agora a pergunta que não quer calar: Será que foi mensagem subliminar da Vanessa da Mata? Ou ela se inspirou em mim?
Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai!!!! Acho que vou morrer sem saber!

Ps. : Peço perdão as meninas do "Garotas". Sei que a atitude foi de quinta, mas essa tinha que virar post.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Vivendo e aprendendo!

Quarta é dos dias mais complicados pra mim. Tenho aula até as 12:30 e tenho de estar no estágio as 13:00. Detalhe, o percurso de busão da facul até lá é de uma hora...
Vai chegando o fim da aula e eu já começo a me estressar com o atraso. Mas, "nós sofre" mas também se diverte, e essa, eu tenho de contar! Lá vai:


Quase duas horas de aula ! A professora falando, falando...
A galera quase morrendo de tédio!
Alguém aproveita um gancho na fala da distinta e fala do aumento da criminalidade.
Aí ela sai com a seguinte pérola:
"Gente, essa não é a hora de falarmos a respeito do Mercado de acesso ilegal aos bens alheios"

Gente, confesso que quando eu "crescer" quero falar assim! Essa foi a definição mais chique de crime que eu já vi na vida...

sábado, 20 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Divagações...

Houve um tempo em que eu tinha um computador na mão 24 horas por dia.
Mas estava tão deprimida e desmotivada que achava ( muitas vezes, tinha certeza!) que nunca mais ia articular um pensamento decente!
Hoje não tenho computador.
Mas em compensação, estou numa fase maravilhosa, onde tudo está começado a acontecer e minha cabeça está a todo vapor...
Sinceramente, prefiro agora.
Difícil foi driblar a falta de horizontes e a depressão.
A falta de um computador eu tiro de letra.

Ps.:
Isso mesmo, blogueira sem PC existe!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Todo mundo erra

Já diz a letra de um pagode-chiclete que tem por aí: "Todo mundo erra... Todo mundo vai errar!"
Eu andei esquecendo disso.

Depois de um monte de histórias complicadas, acho que finalmente estou vivendo um momento legal, com alguém legal. Coisa que faz toda diferença!

É uma looooonnnnnnga história, que dá um livro. Idas, voltas, resistência (da minha parte), insistência (da parte dele) quase um ano nessa, pra finalmente a gente se acertar. Nos acertamos.
Mas aí, veio o erro. O primeiro, vale salientar! Foi um erro feio. Doeu. Tá doendo. Deu raiva, machucou...
A vontade foi de acabar com tudo e fechar pra balanço! Dane-se, pensei!

Tive que dar uma parada. Digerir.
Pesei toda a situação e me veio a letra do pagode-chiclete na cabeça: "Todo mundo erra..."

Por pouco não cometo erro igual, ou talvez maior. Por muito pouco não jogo em cima dele todas as mágoas e ressentimentos do passado.
Querendo me proteger, quase ia errando feio também.
Afinal, ele não tem culpa do meu passado amoroso desastrado e desastroso!
E o pior, por ele ser o cara legal que é, enfiei na minha cabeça que ele era o "cara perfeito", sem me dar conta disso.
Aí, quando ele me mostrou que era humano e não "perfeito", fui logo vestindo a carapuça de cafajeste na criatura!
Moral da história: Homens errram. Mulheres também erram!
E lá vem o pagode-chiclete de novo pra ninguém esquecer: "Todo mundo erra!

Por muito pouco não ia provocando um "tombinho de bicicleta" equivocado!

Bom, agora tá tudo resolvido.
E eu aprendi mais uma nessa minha caminhada rumo ao amadurecimento. Mas eita caminho difícil!!